Considerações amargas ***
Tem certas coisas na vida que são iguais a jiló, a gente não precisa provar para saber que não gosta.
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*** Cumprindo a promessa feita ao meu irmão de publicar pequenos pensamentos!
Tem certas coisas na vida que são iguais a jiló, a gente não precisa provar para saber que não gosta.
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Mírian Nery
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Um dia inventaram o dinheiro e desde então as pessoas se vendem em troca dele. Não falo das mulheres e homens de vida fácil ou da noite, como queiram chamar. Falo da aceitação imposta pelo vil metal. As moedas não tem apenas valor mercantil possuem também a capacidade de subjugar as pessoas. Se alguém em nossa vida cotidiana nos ofende, exigimos retratação, pedidos de desculpa, explicações. Agora, se for o chefe, mesmo a revolta batendo, será esquecida em breve. Ele nos paga e pode tudo. Nessa aceitação, existem dois tipos de pessoas: aquele que simplesmente engole o sapo e aquele que, além de engolir o sapo, faz questão de agradar o chefe, o famoso puxa-saco. Mas não importa em qual tipo você se encaixa. Os dois já venderam a alma para o diabo, já passaram por cima de seus princípios morais para terem um depósito mensal em suas contas. E se você insiste em dizer: “Não, eu não vendi minha alma para o diabo”. Parabéns! Bem-vindo ao mundo dos fracassados, que mantém seus princípios e, assim, pulam de emprego em emprego, sem ter uma trajetória profissional de sucesso, bem vista aos olhos dessa “terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes”.
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"Eu hoje joguei tanta coisa fora e vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora a casa fica bem melhor assim..."
Lembro-me do primeiro dia,
Da primeira frase,
Jamais esquecerei
Megulhei nos seus olhos,
Me perdi
Estava enlouquecendo,
Não podia ser verdade,
Duvidei!
Hoje, talvez, me arrependa,
Tarde demais!
Sei que posso sobreviver
Tenho que sobreviver
Lua de fogo
Noite de provas
Tristeza
Lágrimas, emoção, razão
Não é o fim, ainda há vida
Perdi tempo demais
Ilusório tempo,
pensava tê-lo
Errei!
Agora restam-me o céu e o sol
Lembranças e sonhos
Posso sobreviver
Tenho que sobreviver
Adeus!
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Está chovendo flores, gritou a menina. A mãe olhava para o céu e pensava: "Melhor entrarmos, vem tempestade das boas por aí". Na sua ingenuidade pueril, a criança não percebia o motivo que levava as flores a cairem. A beleza da cena tinha mais importância do que a ventania anunciante da chuva.
A vida faz isso com a gente. Crescemos. E os detalhes, o mundo mágico infantil são esquecidos, são substituídos pelo concreto, pelos compromissos de adulto. A vida faz isso com a gente ou a gente faz isso com a vida?A realidade nos obriga a parar de sonhar ou somos nós que consideramos não ter mais tempo?
Vinte quatro horas, oito passadas no trabalho, umas seis dormindo, sobram dez horas. Como distribui-las? Ou melhor como estamos fazendo isso? Planejar a vida de adulto... Carreira, decisões a serem tomadas, por mais que tudo possa parecer chato, a programação nos permite seguir em frente. Não somos mais crianças e não temos quem decida a hora que devemos entrar, nos popando das tempestades da vida. Porém, o concreto, as necessidades cotidianas não podem se transformar nos vilões de nossa história, não podem ser responsáveis por consumir todo o nosso tempo, impedindo que vivamos os detalhes. "Depende de nós, que já foi ou ainda é criança, que acredita ou tem esperança..."
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