domingo, 18 de janeiro de 2009

Por uns trocados

Um dia inventaram o dinheiro e desde então as pessoas se vendem em troca dele. Não falo das mulheres e homens de vida fácil ou da noite, como queiram chamar. Falo da aceitação imposta pelo vil metal. As moedas não tem apenas valor mercantil possuem também a capacidade de subjugar as pessoas. Se alguém em nossa vida cotidiana nos ofende, exigimos retratação, pedidos de desculpa, explicações. Agora, se for o chefe, mesmo a revolta batendo, será esquecida em breve. Ele nos paga e pode tudo. Nessa aceitação, existem dois tipos de pessoas: aquele que simplesmente engole o sapo e aquele que, além de engolir o sapo, faz questão de agradar o chefe, o famoso puxa-saco. Mas não importa em qual tipo você se encaixa. Os dois já venderam a alma para o diabo, já passaram por cima de seus princípios morais para terem um depósito mensal em suas contas. E se você insiste em dizer: “Não, eu não vendi minha alma para o diabo”. Parabéns! Bem-vindo ao mundo dos fracassados, que mantém seus princípios e, assim, pulam de emprego em emprego, sem ter uma trajetória profissional de sucesso, bem vista aos olhos dessa “terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes”.