domingo, 18 de janeiro de 2009

Por uns trocados

Um dia inventaram o dinheiro e desde então as pessoas se vendem em troca dele. Não falo das mulheres e homens de vida fácil ou da noite, como queiram chamar. Falo da aceitação imposta pelo vil metal. As moedas não tem apenas valor mercantil possuem também a capacidade de subjugar as pessoas. Se alguém em nossa vida cotidiana nos ofende, exigimos retratação, pedidos de desculpa, explicações. Agora, se for o chefe, mesmo a revolta batendo, será esquecida em breve. Ele nos paga e pode tudo. Nessa aceitação, existem dois tipos de pessoas: aquele que simplesmente engole o sapo e aquele que, além de engolir o sapo, faz questão de agradar o chefe, o famoso puxa-saco. Mas não importa em qual tipo você se encaixa. Os dois já venderam a alma para o diabo, já passaram por cima de seus princípios morais para terem um depósito mensal em suas contas. E se você insiste em dizer: “Não, eu não vendi minha alma para o diabo”. Parabéns! Bem-vindo ao mundo dos fracassados, que mantém seus princípios e, assim, pulam de emprego em emprego, sem ter uma trajetória profissional de sucesso, bem vista aos olhos dessa “terra de gigantes, que trocam vidas por diamantes”.

4 comentários:

Chico Mouse disse...

Você voltou!! Viva!! :P

E... ó, eu sou do tipo "engole sapo", confesso. Já aguentei chorando telefonema de chefe-filho-da-puta às nove horas da noite, eu na pizzaria com os amigos, só pra ele me chamar de "irresponsável". E sei q ainda vou continuar um tempo assim, em enquanto eu não passar num concurso q preste... se bem q, querendo ou não, sempre haverá um filho-da-puta acima pra cagar em nossas cabeças.. Mas bajulação, não!! NO WAY!! Faço meu trabalho e só! Não vou ficar rindo de piada sem graça só pra agradar...

teste disse...

No meu caso eu não preciso puxar o saco de ninguém, mas também engulo alguns sapos de alguns clientes. Claro que já mandei alguns pras cucuias (palavra legal essa)... Infelizmente a relação do ser humano com o dinheiro vai muito além da dupla empregado-patrão, é a mesma relação que corrompe o policial ou que facilita alguma coisa. E isso vem grudado na nossa sociedade. Infelizmente o dinheiro manda e quem tem ambição obedece... Gostei do verso da música dos Engenheiros no final... Bjs, maninha!

Ana Claudia disse...

Miriam,

como disse o Mario, em outras palavras, "manda quem pode, obedece quem tem juízo". Se vc é, como eu, meio sem juízo, sugiro que faça um concurso público, porque depois de dois ou três anos vc vai poder até chamar o chefe de burro sem medo de ser demitida - desde que também não tenha medo de ser mandada pra "Pipipopoca da Serra", como dizia um colega meu.
Já chamei muito chefe de injusto, de burro, de fascista, de mercenário, de idiota, até de safado. Mas só depois de ser funcionária pública deixei de ser despedida. E, na boa, a falta de "papas na língua", no serviço público, embora tenha me causado alguns dissabores, também me trouxe benefícios - hoje, quem quer uma funcionária séria, que trabalha e não "dá mole", sempre lembra de mim.
Escolhas, baby, escolhas. Nossa vida é o que a gente escolhe fazer dela - e cada um tem que aguentar as consequências das escolhas que faz.
Sucesso pra vc - parece que vc tem o que é necessário pra chegar lá. :)

Unknown disse...

Concordo em tudo o que foi dito, mas existem formas de se evitar essas coisas e ainda por cima dar o troco.Podemos sim engolir sapo, mas de tanto engoli-los resolvi que deveria achar uma maneira de evita-los, fazendo o meu melhor em tudo mesmo que não seja a minha obrigação, pois se você não da motivos não tem como alguém te fazer engolir os sapos da vida, e uma das maneiras mais seguras de se proteger é ter tudo que lhe solicitado e tudo o que se faz documentado, acreditem já fiz chefe passar vergonha, não que eu queria mas era ele ou eu, ai vocês vão falar mas ele manda ai te demite, pode até mandar, mas abuso de autoridade da processo. Já viram que não tenho muita paciência né!!!!