Vai-se embora pra Pasárgada...
Por que lá ele é amigo do rei? Por que lá terá a mulher que
quiser? Ou por que lá a existência é uma
aventura? É possível que Manuel só queira ir para Pasárgada porque aqui ele não
é mais feliz. Talvez lá ele continue sedentário, não monte em burro brabo, não
chegue nem perto de uma piscininha Tone, muito menos tome banhos de mar...
Talvez nenhum sonho do nosso amigo se realize... Pasárgada seja apenas uma
expectativa frustrada! E ele até sinta saudade do passado...
Mas o que realmente importa agora é que aqui ele não se sente mais feliz! Esse ciclo terminou e Manuel idealiza novos momentos, em um novo
local, como novas pessoas. Talvez, quando chegar lá, perceba que Pasárgada também
não é o seu lugar...
E o que resta? Voltar a a segurança do antigo?
Ou.... Ou mudar de novo? Começar outro ciclo, com outros sonhos, com outros motivos para acordar todos os dias...
Alguém há de chamá-lo de inquieto, de imaturo, até mesmo de fracassado. Mas não estaria ele apenas se permitindo experimentar? Buscando a vida, buscando a si mesmo?
Ou.... Ou mudar de novo? Começar outro ciclo, com outros sonhos, com outros motivos para acordar todos os dias...
Alguém há de chamá-lo de inquieto, de imaturo, até mesmo de fracassado. Mas não estaria ele apenas se permitindo experimentar? Buscando a vida, buscando a si mesmo?
Vou dar um conselho ao meu amigo Manuel, descaradamente surrupiado
de outro amigo: “escolha uma estrada e não olhe, não olhe pra trás”.
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