domingo, 25 de fevereiro de 2007

Obviamente confuso ou confusamente óbvio

Supirou fundo, olhou para aquelas pessoas e citou mais uma vez. As evocações aproximavam, tornavam as lembranças vivas. Quem sabe, pensando bem forte ou falando bastante, o passado se transfigurasse em presente.

- Saudades - gritou alguém.

- Claro que não - respondeu sem exitar - apenas hábito.

Assim, com a certeza de ser tudo corriqueiro, ele seguia sua nova trajetória e, a cada mínima chance, aproveitava para dar sobrevida a uma migalha daquele passado. O óbvio é relativo, a menos que você já tenha estado lado-a-lado com ele.

- Orgulho? - iniciava-se uma reflexão - Imagina! Meus sentimentos é que mudaram.

Refletir dói, incita a movimentos de mudança. Não importa se a realidade é patente aos olhos dos outros. Quem sabe, pensando bem forte ou falando bastante, ele consiguisse acreditar em seus próprios argumentos.

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