Falácias
Pobres donzelas que perdem o sapatinho de cristal, mas encontram o príncipe encantado.
Fadas madrinhas que tudo podem, ratos transformam-se em posudos alazões e abóboras, em belas carruagens.
Um beijo a meia-noite e pronto! Qualquer problema está resolvido em um passe de mágica...
Por quê? Por que fazem isso com as crianças? Deveriam inventar uma lei, um decreto, uma medida provisória (sei lá, dêem o nome que quiserem). Ela, diferente das muitas existentes em nosso país, só precisaria ser cumprida. Seus incisos e artigos proibiriam terminantemente que os pais enchessem a cabeça de seus filhos com histórias fantásticas. Nada de povoar a mente dos pequenos, e principalmente das pequenas, com príncipes encantados e seus lindos cavalos brancos. Não, eles não têm a solução de todos os problemas. Não, eles não garantem um final feliz. Aliás, eles nem ao menos existem...
A ausência dessa sobreexcitação imaginativa, ao contrário do que se pode pensar, não serviria apenas para diminuir a quantidade de romances falidos. Ela ajudaria também a termos um país melhor comandado, com autoridades governamentais mais comprometidas e fiéis às necessidades do brasileiro. Afinal, uma criança que não acredita em contos de fadas, tende a se tornar um adulto que não acreditará em promessas eleitoreiras.
Portanto, não perca seus sapatos, não espere que uma varinha de condão mude toda sua vida e muito menos saia por aí beijando qualquer um as doze baladas (essa última recomendação, além de desilusões amorosas, evita ainda sapinho e mononucleose).
A felicidade não virá a galopes em um lindo cavalo branco e também não depende de nenhuma cara metade que se encontra perdida nesse imenso globo terrestre. "É só você que deve decidir o que fazer para tentar ser feliz".
Fadas madrinhas que tudo podem, ratos transformam-se em posudos alazões e abóboras, em belas carruagens.
Um beijo a meia-noite e pronto! Qualquer problema está resolvido em um passe de mágica...
Por quê? Por que fazem isso com as crianças? Deveriam inventar uma lei, um decreto, uma medida provisória (sei lá, dêem o nome que quiserem). Ela, diferente das muitas existentes em nosso país, só precisaria ser cumprida. Seus incisos e artigos proibiriam terminantemente que os pais enchessem a cabeça de seus filhos com histórias fantásticas. Nada de povoar a mente dos pequenos, e principalmente das pequenas, com príncipes encantados e seus lindos cavalos brancos. Não, eles não têm a solução de todos os problemas. Não, eles não garantem um final feliz. Aliás, eles nem ao menos existem...
A ausência dessa sobreexcitação imaginativa, ao contrário do que se pode pensar, não serviria apenas para diminuir a quantidade de romances falidos. Ela ajudaria também a termos um país melhor comandado, com autoridades governamentais mais comprometidas e fiéis às necessidades do brasileiro. Afinal, uma criança que não acredita em contos de fadas, tende a se tornar um adulto que não acreditará em promessas eleitoreiras.
Portanto, não perca seus sapatos, não espere que uma varinha de condão mude toda sua vida e muito menos saia por aí beijando qualquer um as doze baladas (essa última recomendação, além de desilusões amorosas, evita ainda sapinho e mononucleose).
A felicidade não virá a galopes em um lindo cavalo branco e também não depende de nenhuma cara metade que se encontra perdida nesse imenso globo terrestre. "É só você que deve decidir o que fazer para tentar ser feliz".
2 comentários:
Mírian, parabéns pelo blog, continue assim. O Mário é gente fina e tem uma irmã joinha.
oi Menina! Que bom vê-la postando de novo! Andei falando dos meus tempos de cinderela também e como está escrito lá, eu acho que temos que tentar sempre, mesmo que não dê certo, como saber se não tentar? Minha mãe sempre povoou nossas cabeças com sonhos e fantasias, sem deixar de mostrar a realidade. Eu repito isto com meus filhos. Sonhar sempre, mas voltar a pisar no chão! Beijos!
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